CUBO

O que acontece quando se consegue juntar um carro e alguns dos melhores músicos nacionais com projectos a solo?

O UM AO MOLHE vai deixar tudo para trás e fazer-se à estrada. Com os caixotes arrumados na mala, paragens marcadas um pouco por todo o país e fora dele, o festival está pronto para arrancar. Pelo caminho vai dar boleia a vários artistas solitários e a todos os que queiram embarcar nesta digressão.

Ao longo de três meses, vão ser várias as cidades e os espaços que vão acolher este festival.

O objectivo é promover uma amostra do que de melhor se tem feito ao nível de bandas de um Homem só em Portugal e criar um circuito para o crescente número de músicos emergentes.

É um cubo. O UM AO MOLHE é um cubo onde cabem infinitos sonorizados polifónicamente por indivíduos que se desdobram numa solidão acompanhada de tantos sons.


As bandas de um só e os projectos a solo têm ocupado um lugar de cada vez maior importância no mundo. São talvez um reflexo dos tempos em que vivemos, explicável algures entre a facilidade de acesso e portabilidade da tecnologia e a necessidade de procura da nossa identidade individual.

Portugal é hoje um país de inúmeras vontades individuais de expressão através da música. Interessa-nos promover e circular este tipo de projectos, por isso acontece, desde 2015, o UM AO MOLHE – Festival itinerante de One-Man- Bands.

Acreditamos estar numa era de ouro da música portuguesa que se encontra em período de expansão na sua qualidade, quantidade e diversidade. Um festival de projectos a solo tem a vantagem de permitir trazer vários concertos a um lugar, criando um programa heterogéneo adequado a cada realidade. Desta forma, possibilitamos a captação de públicos de diferentes áreas, assim como instigamos a criação de novas rotinas de consumo cultural em públicos mais afastados.
É, por princípio, um festival que pretende a criação de ligações.